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sexta-feira, janeiro 23, 2009
Prefeito proíbe venda de bebida alcoólica em dias de jogo # Em dias de jogos no Maracanã fica proibida a venda de bebidas alcoólicas não só dentro do estádio, mas também no entorno. Tanto os camelôs como os bares que ficam próximos vão ter que esperar duas horas após o jogo (duas antes também não pode) pra poder embebedar os torcedores. Tava demorando pro Eduardo Paes botar as manguinhas de fora e emular o defenestrado Cesar Maia. É uma ação típica do ex-prefeito (tem esse hífem aí, nova ortografia?), que pedia picolé em açougue e coisas do tipo. Segundo a Prefeitura, a proibição tem "o intuito de manter a ordem pública, coibindo atos de vandalismo envolvendo torcedores naquela área". Um cara que nunca deve ter posto os sapatinhos italianos dentro dum estádio (pra inaugurar obra, ver Papai Noel e Madonna não vale) só podia ter uma idéia dessas. Como se as brigas entre torcedores se dessem por causa do mardito álcool. Ora! A pancadaria estanca porque tem um monte de marginal fantasiado de torcedor que vai pra lá só pra arrumar briga; pode estar bêbado ou não que dá no mesmo, basta a camisa do outro ser de cor diferente. E quem marca briga pelo Orkut (e tem muitos!), vai deixar de ir só porque não pode mais bebericar um Contini na porta do Maraca? Não duvido que a próxima lei seja proibir o torcedor de ir e voltar do jogo vestindo a camisa do time. Só poderá vestir depois que entrar e sentar! Mais umas dessas soluções esdrúxulas que partem de premissas completamente equivocadas. # Não sei o que acontece com o jornalhismo hoje em dia. Parece que vivem de publicar na íntegra os releases que as assessorias mandam pras redações ou simplesmente traduzem as matérias lá de fora. Assim até eu. Tudo bem, não tem nada a ver com o que comento abaixo, mas enfim, segue a noticiazinha: Cientistas conseguem teletransportar um átomo Até aí tudo bem. Aliás, tudo bem, não, isso seria, enfim, a materialização de cenas bizarramente mal-feitas de filmes como Star Trek e que tais. Mas então, num tom bufão, diz a matéria que "Um grupo de pesquisadores(...)deu mais um importante passo no emergente campo do teletransporte. Eles conseguiram teletransportar um gordão. Um átomo gordão, melhor dizendo." Bem, pensei que "átomo gordão" fosse algum nome esdrúxulo de alguma partícula bizarra... mas não era, foi somente um gracejo do jornalista. Enfim, segue o texto com "(...) Eles conseguiram transferir as características de um dos átomos para outro semelhante a uma distância de um metro. O que, na prática, equivale a teletransportá-lo. Mas só na prática." Ora, mas não é justamente na prática que esses experimentos sinistros nunca funcionam?? Não é exatamente ultrapassar a teoria e comprová-la na prática o que os cientistas sempre tentam?? Francamente... # Frase do dia: "História: Uma coisa que não aconteceu contada por alguém que não estava lá." (Millôr)
quinta-feira, janeiro 15, 2009
# Como há coisas que vivem se repetindo (pensei em vários exemplos, mas enfim), tinha que pôr isso aqui. Até porque não lembro se já tinha escrito. # Uma mulher reclamava com a “lancheira” (a pessoa que faz o lanche. Pois é, que nome) do mercado Extra, na Tijuca, sobre uma barata (ou uma perna dela, antena, chinelo, enfim, uma parte do inseto) que teria vindo dentro do seu sanduíche. Antes de providenciar outro (outro sanduíche, não outro inseto), se desculpou: - Baratinha? Ah, é da comida mesmo... # Passando em frente a uma farmácia (ou boteco, igreja, não lembro) em Copacabana, vi o seguinte cartazinho na porta: "Proibida a entrada com animais domésticos". Quer dizer que com um javali ou um leão, pode, né? # Não agüento mais ouvir “as condições do tráfego” quando ouço rádio. Mas às vezes sai alguma coisa interessante dessa mesmice. Segue o diálogo dum dia próximo a algum feriado: - E como estão as estradas nesse feriado, Fulano? - Ah, Beltrano, esburacadas, algumas sem acostamento e... - Ok, mas o tráfego! Quis dizer o tráfego! # Aliás, falando em tráfego, já perdi as contas de quantas vezes ouvi isso: Fulano no rádio (ou na TV, também acontece muito), vai mostrando as condições do tráfego nas zonas (regiões da cidade, nada a ver com Vila Mimosa ou que tais), até chegar na Zona Sul aqui do Rio. "(...) E aqui na Lagoa Rodrigo de Freitas o trânsito é intenso". Ora, só se for o trânsito de pedalinhos ou de algum cardume, porque o bairro se chama Lagoa. "Lagoa Rodrigo de Freitas" é o nome daquele monte de água, do acidente geográfico, enfim, onde as pessoas andam em volta, fazem cooper, jogam sofá velho dentro, enfim. # Frase do dia: "O mal de idéias, às vezes até razoáveis, serem pessimamente "processadas", como as do Lula, me lembra o caso de um pintor amigo meu que certo dia me mostrou uma pintura de Cristo tão ridícula que nunca mais consegui acreditar no Cristianismo." (Millôr)
domingo, janeiro 04, 2009
# Falando de futebol, mas não necessariamente do esporte e sim de uma característica da imprensa esportiva, vejam só que bela manchetinha do Globoesporte.com: Mas é um fdp esse cara, vê se pode!! Como é que fala isso e blablabla. Aí começa a pancadaria verbal: do outro time o jogador X "responde" a "provocação", sendo logo rebatido pelo jogador Y. Sem falar na fúria das torcidas, dos dirigentes e pior aí vai. Ah, sim, o detalhe é que, lendo a matéria, percebe-se que o Souza não disse em momento nenhum que não terá pena, nem nada próximo disso: "Não tenho que esconder que sempre fui flamenguista. Se jogar no Maracanã, vou fazer um gol e festejar com a minha torcida. Sou jogador do Corinthians e preciso fazer o meu melhor para ajudar o clube" Pois é, a imprensa acirra os ânimos com essas manchetes inventadas, vê o circo pegar fogo, bota mais lenha na fogueira, e depois ainda fica indignadinha quando alguém diz que isso ou aquilo foi "inventado pela imprensa".
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